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Twitter pode se recuperar de estagnação e ver ações subirem ou está fadado ao fracasso?

Twitter pode se recuperar de estagnação e ver ações subirem ou está fadado ao fracasso?
(Shutterstock)

A rede de microblogs, apesar de seu sucesso inicial na bolsa, hoje em dia negocia em patamares inferiores ao de seu IPO

SÃO PAULO – O IPO (Initial Public Offering) do Twitter no mercado dos EUA fez muito barulho em 2013. As ações, que eram muito esperadas por investidores do mundo inteiro, foram lançadas a um valor de US$ 26,00 e em seu primeiro pregão fecharam a um patamar de US$ 45,00. No entanto, após uma escalada que chegou a um patamar de US$ 65,00, os papéis não se saíram tão bem assim. O colunista do site Motley Fool Dan Caplinger tenta destrinchar o histórico do papel para saber como ele pode se desenvolver no futuro.

Caplinger aponta que a ação começou a perder valor gradualmente após esse pico, chegando a perder metade dele no final de 2014. Os investidores se mostravam nervosos com a trajetória de crescimento da rede de microblogs, que parecia se mostrar mais lenta nos trimestres seguintes a seu lançamento no mercado. Ao invés de seguir os passos do Facebook, que chegou a 1 bilhão de usuários, o Twitter viu seu número de usuários começar a entrar em estagnação. Atualmente, a rede conta com 317 milhões de usuários.

Adicionalmente, a empresa passou por algumas mudanças em sua liderança. No meio de 2015, seu CEO (Chief Executive Officer) Dick Costolo saiu o cargo sob críticas dos investidores sobre sua visão estratégica para a rede social. O fundador Jack Dorsey decidiu então tomar as rédeas como executivo da companhia, mas houve nervosismo com o fato de ele continuar simultaneamente na liderança da empresa de pagamentos eletrônicos Square.

Dorsey ainda trabalha em ambas as empresas, o que traz reações mistas para as pessoas que seguem a ação. No final de 2015, o papel chegou em um patamar abaixo do que foi oferecido em sua oferta pública e caíram até chegar a menos de US$ 15,00 antes de se recuperarem levemente depois. Ao longo de 2016, muito do destaque que o Twitter recebeu estava envolvido com a expectativa de que ele seria colocado à venda, com especulação sobre quem poderia comprá-lo.

Depois de um tempo, ficou claro que tal movimento não aconteceria, mas, apesar da queda, os papéis seguem em patamares caros quando se leva em conta alguns múltiplos. Para o futuro da empresa, o colunista comenta que talvez uma das melhores notícias para ela tenha sido a eleição de Donald Trump.

Trump já adotou o serviço de microblogs como fonte prioritária para divulgar notícias em primeira mão. Se o Twitter conseguir de alguma maneira capturar esse ganho, pode sair do atual marasmo e voltar a crescer. Por ora, os investidores seguem céticos em relação à empresa. Com ela tendo problemas para reter seus executivos e muitos questionando seu modelo de negócios, a companhia enfrenta uma situação crítica. Se não reacender seu número de usuários e se tornar mais lucrativa, talvez nunca mais suas ações cheguem ao patamar que um dia já alcançaram.

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Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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