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Tim Cook divulga vendas “sem precedentes”, mas isso pode ser um tiro no pé; entenda

Tim Cook divulga vendas “sem precedentes”, mas isso pode ser um tiro no pé; entenda
(Apple)

Método como a informação foi divulgada aliado a um histórico problemático podem acender alguns sinais de alerta para vários investidores

SÃO PAULO – Tim Cook, CEO (Chief Executive Officer) da Apple, apelou para uma técnica bastante questionável nesta semana para melhorar o noticiário a respeito de sua companhia e o tiro pode ter saído pela culatra, aponta o site americano MarketWatch. A história começou com a divulgação de uma queda de 71% nos envios do Apple Watch no último trimestre, o que levou a participação de mercado o produto a cair pela metade, perdendo espaço para vários concorrentes.

Após essa notícia, Cook decidiu enviar um e-mail para a repórter da Reuters Julia Love alegando que o crescimento de vendas do Apple Watch tem sido “sem precedentes”. Essa divulgação seletiva foi feita exatamente após uma queda de cerca de 1% nos papéis da empresa por conta do relatório com o enfraquecimento de vendas do dispositivo e ajudou as ações a se recuperarem.

Contudo, o executivo não divulgou dados específicos de vendas, apenas um número sobre as vendas do produto em relação à quantidade total de relógios que foi enviada às lojas, o qual trazia um recorde durante a primeira semana de vendas na temporada de fim de ano dos EUA. Cook ainda projetou o melhor trimestre da história para o Apple Watch.

O conteúdo da declaração do executivo trouxe manchetes positivas para a companhia. No entanto, os dados apresentados sobre o único produto de uma categoria nova lançado por Cook em sua gestão são extremamente vagos.

Mesmo assim, a declaração em si não seria um grande problema, se não houvesse um histórico do executivo com atitude semelhante no passado. O MarketWatch destaca que, no último verão do hemisfério norte, enquanto o Dow Jones sofria sua pior queda em quatro anos por conta de temores em relação à economia chinesa, Cook mandou um e-mail para o jornalista da CNBC Jim Cramer alegando que as vendas da Apple se mostravam imunes ao cenário do momento.

Quando o e-mail foi enviado, os papéis da Apple caíam mais de 10%, mas começaram a subir após a divulgação do comunicado. No entanto, só quem pode comemorar foi quem queria sair do papel naquele momento, uma vez que a gigante de tecnologia não se mostrou imune à queda na economia chinesa no final das contas. As vendas da empresa na China caíram 30% no trimestre em questão em relação ao mesmo período de 2015, levando a Apple à primeira queda anual das vendas do iPhone de sua história.

O método de divulgação em ambos os casos também preocupa, uma vez que não houve nenhum comunicado formal à imprensa por parte da Apple, deixando a cargo dos jornalistas a função de disseminar a notícia e deixando para eles a contextualização ou não dos dados. Esse tipo de divulgação entra em um território cinzento entre aquilo que a SEC (Securities and Exchange Comission) permite ou não e acende um sinal amarelo em relação à conduta do executivo.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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