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Tedioso, ruim e muito ruim: veja três cenários para o encontro entre China e EUA

Tedioso, ruim e muito ruim: veja três cenários para o encontro entre China e EUA
(Shutterstock)

O encontro entre os dois líderes começa na quinta-feira e pode trazer uma nova era nas políticas internacionais dos EUA

SÃO PAULO – O presidente chinês Xi Jinping e o presidente americano Donald Trump iniciarão seu encontro de dois dias na Flórida nesta quinta-feira (6) em um dos encontros mais esperados pelo mundo. Os dois são os comandantes das duas maiores economias do mundo e, assim, possuem um imenso poder em suas mãos.

E esse poder é praticamente um dos únicos pontos em comuns entre eles. Desde o início da campanha, Trump já acusou a china de ser uma manipuladora cambial e disse que o comércio entre ambas as nações era injusto. Antes de sua posse, o republicano ainda telefonou para a presidente de Taiwan, o que viola a política de “China Única” que os EUA mantêm desde os anos 1970 e é crucial para o relacionamento com Pequim.

Jinping, por sua vez, é um homem de poucas palavras. Enquanto a mídia estatal chinesa não esconde seu desgosto por Trump, o presidente em si disse pouco sobre o republicano. Após a ligação para Taiwan, o porta-voz do ministério das relações exteriores chinês deu uma rara entrevista em que deixou claro que a política de China Única é algo muito sério.

Com Trump, no entanto, muito pouco é previsível. Em seu encontro com a chanceler da Alemanha Angela Merkel, que é uma das maiores aliadas do país, ele levou uma conta de US$ 374 bilhões que a nação europeia deveria por conta da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a acusou de se esconder atrás da União Europeia para se aproveitar de acordos econômicos. Assim, o encontro entre a China e os EUA pode acontecer de três maneiras, sugere Linette Lopez, colunista do site Business Insider.

Tedioso
Na última terça (4), a Casa Branca divulgou uma transcrição de uma reunião com um oficial americano e, baseado nele, parece que Trump desistiu de qualquer mudança na política de China Única e também não discutirá a questão do Mar do Sul da China, onde a nação asiática está construindo bases militares em ilhas artificiais irritando aliados dos EUA na região.

Sem essas questões, tudo acontecerá muito bem. Se Trump seguir o roteiro, será bem tedioso, pois a reunião indica que esse encontro será mais para arrumar uma série de agendas para discussões futuras. Alguns acreditam que o racha na equipe do republicano significa que a administração não está preparada para um conflito maior e, nesse caso, seria uma pequena vitória para a China, que vem muito preparada. Mas e se Trump não seguir o script?

Ruim
As coisas podem azedar se eles entrarem em questões econômicas. O novo presidente americano consistentemente acusa a China de ser uma manipuladora cambial. De acordo com o roteiro pré-estabelecido, esse tipo de discussão ficaria na secretaria de Tesouro, mas Trump pode desrespeitar isso e há pressão para que ele se comporte assim e mostre força. Uma briga nesse sentido seria ruim, mas, na prática, seria mais do mesmo do que acontece entre os EUA e a China nas últimas décadas.

Realmente ruim
A Casa Branca disse que não pretende discutir a questão do Mar do Sul da China nem a questão de China Única. Sobre o primeiro ponto, os dois países estão na mesma página. Mas, na outra questão, a relação pode azedar. Este é um ano político na China e Xi, que vem consolidando seu poder, pode querer mostrar força. Os EUA indicam que reafirmam sua aderência a essa política e acham que isso é o suficiente, mas, se a China pressionar por uma declaração pública de que Taiwan é uma província local e não um país independente e Trump se recusar, a situação pode ficar muito ruim entre os dois países.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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