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Starbucks começa 2017 com pé esquerdo; o que esperar a partir de agora?

Starbucks começa 2017 com pé esquerdo; o que esperar a partir de agora?
(Shutterstock)

Início do ano não foi fácil para companhia, mas não há motivo para entrar em pânico – ainda

SÃO PAULO – As ações da Starbucks (SBUX.OQ) não tiveram um início de 2017 tranquilo, aponta o colunista do site Motley Fool Demitrios Kalogeropoulos. Os papéis caíram após os resultados referentes ao último trimestre do ano passado terem levantado várias questões sobre a trajetória de crescimento da rede de cafeterias, em especial sobre uma queda no tráfego de clientes que pode ameaçar a meta de ganhos de dois dígitos nas receitas da companhia ao mesmo tempo em que Howard Schultz está deixando o cargo de CEO (Chief Executive Officer).

A maior questão sobre a empresa é em relação ao crescimento nas vendas. Ganhos nas lojas dos EUA caíram para um ritmo de 3% no último trimestre contra cerca de 4% anteriores. No resto do mundo, o número ficou em 3%. Claro que há ruídos nestes dados, uma vez que a Starbucks recentemente mudou seu bem-sucedido programa de fidelidade para enfatizar os gastos ao invés da quantidade de transações.

Com isso, o tráfego dos consumidores recuou ainda que os gastos médios tenham aumentado levemente. No último trimestre, as transações caíram 2% enquanto os gastos saltaram 5%. Muitos varejistas matariam pelo crescimento de 3% marcado pela Starbucks, mas também é verdade que a gigante não está imune a tendências desfavoráveis da indústria que também afetam seus rivais. O COO (Chief Operating Officer) Scott Maw descreveu um “cenário desafiador para redes de alimentação em geral”.

Em relação à expansão nas unidades, não houve mudanças no plano agressivo da empresa, que mira em criar 12 mil novas lojas nos próximos cinco anos, aumentando sua base em 50% até 2021. Isso significa um passo mais forte de aberturas, de 2,4 mil unidades por ano para que a meta seja cumprida. Uma boa parte desse crescimento virá exclusivamente do mercado chinês. A Starbucks quer mais que dobrar suas unidades no gigante asiático, o que significa que o país deve ser responsável por 25% da expansão global da rede de cafeterias nos próximos cinco anos. O segmento mais maduro dos EUA também deve crescer, mas com iniciativas diferentes, como operações de drive-thru, por exemplo.

A meta da empresa segue sendo elevar suas receitas entre 15% a 20% por ano até 2021, mesmo que as vendas sigam em um passo mais fraco, o que aumenta a pressão na lucratividade para resolver a questão. No entanto, a margem operacional da Starbucks recuou nos EUA, o que mostra dificuldades para a companhia.

Os resultados de curto prazo não são motivo para os investidores entrarem em pânico, especialmente quando se leva em conta que a companhia está superando seus competidores e tem uma grande via de crescimento em suas operações ao redor do mundo. No entanto, é bom o mercado ficar de olho nos números deste ano para saber o caminho da companhia.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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