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Snap estreia na bolsa nesta quinta; ações são uma mina de ouro ou uma cilada?

Snap estreia na bolsa nesta quinta; ações são uma mina de ouro ou uma cilada?
(Shutterstock)

Empresa responsável por aplicativo é, provavelmente, o lançamento no mercado mais aguardado de 2017

SÃO PAULO – Nesta quinta-feira (2), a Snap Inc., companhia responsável pelo aplicativo Snapchat, fará seu IPO (Initial Public Offering) na bolsa americana. O lançamento da empresa no mercado é bastante aguardado por muitos investidores, tanto que seu preço inicial foi fixado em US$ 17 por ação, acima da faixa inicial de US$ 14 a US$ 16 e que estima um valor total para a empresa de US$ 23,8 bilhões.

Esses números fazem com que este seja o maior IPO de uma companhia tecnológica desde o lançamento das ações do Facebook (FB.OQ) em 2012. Contudo, é uma boa ideia investir na empresa neste momento? Esta não é uma pergunta fácil de ser respondida e analistas de mercado divergem. Enquanto alguns acham que entrar na Snap é uma verdadeira cilada, outros acreditam que esta é uma mina de ouro.

Cilada
Quando se observa uma rede social, uma das principais métricas é o número de usuários mensalmente ativos. O Facebook, que é a maior rede do mundo, conta com 1,8 bilhão de pessoas ativas todo mês, enquanto isso, o Snapchat ainda tem uma cifra de 301 milhões de usuários que usam seu aplicativo ao menos uma vez por mês. A má notícia, no entanto, é que desde o lançamento do Instagram Stories pela companhia controlada por Mark Zuckerberg, esse crescimento de usuários do Snapchat vem em um ritmo mais lento e levanta preocupações se a empresa pode ser engolida pela concorrência.

Outro grande problema é a geração de lucro na empresa, ou, no caso, de prejuízo. Para seu lançamento no mercado, a Snap teve que divulgar seus dados financeiros e revelou o que muitas pessoas já desconfiavam: enquanto suas receitas crescem vertiginosamente, seu prejuízo também aumenta em ritmo forte e nenhum fundo de investimento vê a Snap Inc. gerando lucro antes de 2020.

A principal fonte de receita de uma companhia neste ramo são os anúncios e, enquanto os gigantes Facebook e Google (GOOGL.O) conseguem levantar dados precisos sobre cada usuário de modo a entregar bons alvos para os anunciantes, o Snapchat ainda não tem esse poder. Foi exatamente esse problema que fez com que as ações do Twitter (TWTR.OQ) naufragassem no mercado americano e que levou a um êxodo entre seus executivos. Outro questionamento que vem sendo levantado também é sobre a inexistência do direito a voto dos papéis no mercado. Assim, quem comprar a ação, na prática, não terá direito nenhum a opinar nos rumos da empresa.

Mina de ouro
O grande trunfo do Snapchat está em seu CEO (Chief Executive Officer) Evan Spiegel. O executivo ficou famoso por recusar uma proposta de aquisição bilionária do Facebook em 2013 e, de lá para cá, só viu seus negócios crescerem, mesmo com as persistentes previsões de que a rede social seria uma moda passageira.

Adicionalmente, a questão do direito a voto dos papéis preserva o poder nas mãos dos fundadores Spiegel e Bobby Murphy, que até agora se provaram gestores inteligentes e confiáveis na imensa maioria de suas decisões. Na prática, o pequeno investidor jamais teria alguma participação efetiva, mesmo com o direito a voto, a menos que se organizasse em uma associação de minoritários onde todos tenham a mesma opinião, o que é bastante trabalhoso e improvável no curto prazo.

Além disso, a Snap se descreveu em seu IPO como uma empresa de câmeras, o que mostra que ela quer muito mais do que ser apenas responsável por uma popular rede social. Ainda não se sabe como será o posicionamento da companhia nesse sentido, mas mais lançamentos devem vir. O Snapchat ainda conta com altíssima penetração entre o público mais jovem, o que mostra que a pirâmide etária joga a seu favor neste momento. Por fim, é importante ressaltar o alto interesse do mercado no papel, o que significa, na prática, que investidores do mundo inteiro estão enxergando um bom potencial na companhia, tanto que a precificaram acima do que era estimado inicialmente. No final das contas, só o tempo dirá o futuro da empresa na bolsa, mas esse é, para o bem e para o mal, um lançamento histórico.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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