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Porque a Zona do Euro precisa de um plano para quem quiser abandoná-la

Porque a Zona do Euro precisa de um plano para quem quiser abandoná-la
(Shutterstock)

Com o crescimento dos partidos nacionalistas, existem ameaças constantes de países querendo abandonar a moeda

SÃO PAULO – Uma moeda paralela para negócios e um programa massivo para imprimir dinheiro? Uma moeda holandesa que siga o euro? Um euro para o sul e outro para o norte com os dois competindo? Existem praticamente tantos planos para sair do euro quanto existem países aderidos a ele, aponta o colunista do site MarketWatch Matthew Lynn. Com o avanço de partidos populistas na França, Holanda, Itália e até mesmo na Alemanha, os mercados estão precisando prestar muito mais atenção para os planos dessas forças políticas de sair da moeda única. Afinal de contas, muitos deles estão disparando nas pesquisas.

E o principal problema é exatamente esse. É perfeitamente razoável imaginar que o país queira sair da Zona do Euro. Mas os planos para isso acontecer são uma bagunça completa, beirando a catástrofe. O que a moeda mais precisa é de um mecanismo de saída organizado e que seja de comum acordo entre os países membros. Assim, alguns dos maiores mercados emissores de dívidas do mundo saberiam como se posicionar nesses casos.

Na Holanda, o partido da Liberdade de Geert Wilders está liderando as pesquisas com sua plataforma de sair da União Europeia e do euro. Na França, a Frente Nacional de Marine Le Pen provavelmente acabará o primeiro turno em primeiro lugar, mesmo que provavelmente perca na segunda rodada, com uma proposta de ressuscitar o franco. Na Alemanha existe a AfD (Alternativa para a Alemanha, na sigla em alemão), que também quer a saída da moeda europeia, enquanto na Itália, o Movimento 5 Estrelas pede um referendo.

Alguns deles já começaram a divulgar seus planos. A estratégia da Frente Nacional francesa é a mais bem explicada até o momento. De acordo com Bernard Monot, assessor econômico de Le Pen, na primeira instância ela perguntaria se o resto da Zona não quer substituir o euro por uma cesta de moedas nacionais. Caso a resposta seja negativa, o franco seria relançado, mas a taxa de conversão seria “gerenciada” enquanto o estado tomaria conta do Banco da França para imprimir dinheiro para imprimir seus credores e pagar por políticas de bem-estar e estratégia industrial.

Na Holanda, Wilders não deu muitos detalhes de como faria para ressuscitar o florim. Ele sugeriu que a moeda espelharia o euro. Enquanto isso, a AfD propõe a ideia de um euro do norte e um euro do sul, embora provavelmente nenhum país queira embarcar na moeda do sul, que é apontada como a dos perdedores, e, assim, a nação provavelmente voltaria para o marco. O movimento 5 estrelas não declarou nenhuma política, mas provavelmente traria de volta a lira.

Todos esses planos são uma verdadeira bagunça. Não existe sentido em a Frente francesa achar que conseguiria “gerenciar” uma moeda. Seria um insucesso tão grande quanto o do bolivar venezuelano, por exemplo. Enquanto isso, a moeda holandesa também despencaria rapidamente. A confusão na Alemanha também não seria menor com um novo marco, com várias indústrias provavelmente sumindo do país.

No entanto, nada disso é necessário. O que a Zona do Euro precisa é de um plano formal para qualquer país que queira sair, em um processo semelhante ao que acontece na União Europeia. Para o colunista, este plano deveria se iniciar em um período de transição de dois anos para as pessoas e empresas se organizarem. Todas as dívidas deveriam ser em euro e o BCE (Banco Central Europeu) deveria apoiar o país por três anos depois da transição, até ele se estabilizar nos mercados financeiros novamente.

Esse plano precisa ser sensível, bem desenhado e levar em conta as obrigações internacionais de cada nação. Nenhum dos planos propostos pelos partidos populistas do continente chegam perto disso. Conforme eles se aproximam do poder, isso continua a assustar o mercado de títulos e a única maneira de resolver isso é se for criado um mecanismo de segurança e todos aceitarem entrar nele.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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