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Porque esquecer a renda fixa no Brasil e olhar para esse mercado nos EUA

Porque esquecer a renda fixa no Brasil e olhar para esse mercado nos EUA
(Shutterstock)

Quem investiu em títulos prefixados no Brasil em 2015 e 2016 provavelmente ganhou muito dinheiro, mas rentabilidade passada não é garantia de altas no futuro

SÃO PAULO – Não se pode negar que o Brasil vem conseguindo colocar ordem em sua casa financeira. Enquanto a inflação saiu de um patamar acima dos 10% em 2015 para fechar 2016 em 6,28%, o país finalmente mostra sinais de que está conseguindo sair de uma aguda recessão e retomando o caminho do crescimento no médio prazo. Tudo isso tem estimulado o Copom (Comitê de Política Monetária) a relaxar a taxa básica de juros. A Selic, que já esteve em 14,25% ao ano, foi cortada para 12,25% na última quarta-feira (22) e a previsão do relatório Focus do BC (Banco Central) é que até o fim deste ano a taxa despenque para 9,5%, com a inflação convergindo para o centro da meta de 4,5%.

Esse cenário que vem se desenhando faz com que um investimento que foi muito lucrativo para os brasileiros nos últimos anos já não faça mais sentido. Em 2016, no auge da crise fiscal e política em Brasília, era possível encontrar títulos de renda fixa a uma taxa real algumas vezes quase em 10% ao ano. Agora, a diferença entre juros e inflação vem se reduzindo em ritmo acelerado e, se as previsões do Focus se concretizarem, essa taxa real de retorno deverá girar na casa entre 4% a 5% ao ano em um futuro bastante próximo.

Enquanto isso, nos EUA, movimento inverso ocorre. Após anos com os juros em patamares artificialmente baixos para estimular a economia, o Fed (Federal Reserve) iniciou um ciclo de aperto monetário que deverá durar anos, com três altas previstas para este ano, duas a três em 2018 e outras três em 2019, enquanto a meta de inflação local é de 2% ao ano. Esse movimento faz com que os títulos de renda fixa privada americana se mostrem uma escolha interessante para quem quer diversificar seus investimentos internacionalmente.

Assim, enquanto vivemos um movimento que torna a renda fixa local menos atrativa, nos EUA e em outras economias desenvolvidas, acontece exatamente o oposto. Esses títulos, também conhecidos como Bonds, se mostram mais e mais atrativos, pagando juros reais mais robustos a seus credores.

Investir nos Bonds emitidos na maior economia do mundo é, em primeiro lugar, estar exposto a um mercado muito mais líquido que o brasileiro, uma vez que lá existe um hábito muito maior das pessoas de investir e uma concentração de players do mercado de todo o mundo. Além disso, é possível encontrar uma diversidade muito maior de papéis do que os que existem no Brasil. É possível, inclusive, comprar títulos de empresas notoriamente conhecidas no Brasil, que fazem emissões de dívidas em Nova York, como é o caso do Itaú ou da Vale, por exemplo. Essa é uma forma de seguir exposto a boas empresas brasileiras, mas em um mercado mais consolidado.

É difícil acreditar que, em algum momento próximo, títulos corporativos emitidos nos EUA terão uma rentabilidade real superior à encontrada no Brasil. Contudo, é essencial que se leve em conta a diferença entre aplicar em real e atrelado no chamado Risco Brasil e aplicar no Dólar, que é a moeda mais forte do mundo, e nos EUA, um mercado extremamente seguro.

O Brasil é uma economia emergente que perdeu o chamado “grau de investimento” recentemente e segue com perspectiva negativa ou neutra nas principais agências de risco do mundo, enquanto os EUA são a maior e mais vigorosa economia do mundo e contam com avaliações elevadíssimas pelas mesmas agências. Tudo isso combinado com um movimento de elevação nas taxas de juros reais faz com que, sim, seja extremamente importante que o investidor brasileiro fique cada vez mais de olho nos títulos emitidos nos EUA.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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