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Mercados não estão preparados para uma saída dos EUA no NAFTA; entenda

Mercados não estão preparados para uma saída dos EUA no NAFTA; entenda
(Shutterstock)

 Impacto pode ser gigantesco em várias companhias e o mercado parece não enxergar isto

SÃO PAULO – Se o presidente dos EUA Donald Trump não conseguir os termos que quer alcançar e decidir tirar os EUA do NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, na sigla em inglês), isso traria um forte impacto em várias companhias do S&P 500, aponta a editora do site MarketWatch Ciara Linnane citando um relatório da consultoria americana FactSet. Trump já declarou que o tratado é uma “catástrofe” para os trabalhadores americanos e para o emprego local além de ter atacado várias outras parcerias comerciais e militares do país, incluindo a TPP (Parceria Transpacífico, na sigla em inglês) e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

A FacSet acredita que o mercado não precificou o risco que as empresas com exposições fortes ao Canadá e aos EUA podem ter com uma mudança no tratado. Muito longe de serem punidas, a maior parte dessas companhias, na verdade, superaram a média do mercado desde as eleições em novembro, trazendo fortes altas.

A média de ganhos do S&P 500 entre os dias 8 de novembro do ano passado e 25 de janeiro é de 8,4%, mas companhias com ao menos 5% de exposição em um dos vizinhos dos EUA conta com uma média de alta de 8,7%. Para as 18 companhias com uma exposição de pelo menos 10% de seus negócios nos países, a alta média é ainda maior: 17,2%, como pode ser visto no gráfico a seguir.

(MarketWatch)

A FactSet estima que exposição média de receita do S&P 500 em relação ao Canadá é de 2,1%, enquanto ao México esse número ficaria menor, em 0,9%. Mas para essas companhias com grande exposição, qualquer movimento no acordo de comércio pode afetar seriamente vendas e receitas. Em conferências de resultados referentes ao último trimestre do ano, executivos argumentaram que qualquer barreira contra o livre-comércio seria ruim para os EUA e sua economia.

“Nossa perspectiva é que os EUA estão entrelaçados de maneira estreita com seus parceiros de comércio”, disse Lance Fritz, CEO (Chief Executive Officer) da operadora de ferrovias Union Pacific Corp. (UNP.N). “E nossos consumidores se beneficiam desse comércio livre, fazendo os bens serem disponíveis por um custo menor do que teriam de outra maneira e criando mercados para os produtos dos EUA serem vendidos, criando um robusto potencial de crescimento para os empregos nos EUA”, pontuou.

Vale lembrar que os EUA têm uma balança comercial negativa com o México e o Canadá e que economistas cortaram suas expectativas de crescimento para o Canadá e o México em 2017. Para o primeiro, o corte na estimativa foi de 2,3% para 1,9%, enquanto para o segundo a redução foi mais drástica: de 3% para 1,8%.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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