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Medo de eleições faz Goldman Sachs recomendar posição “short” na França

Medo de eleições faz Goldman Sachs recomendar posição “short” na França
(Shutterstock)

Os analistas da instituição financeira se mostram bastante preocupados com uma eventual eleição de Marine Le Pen ou Jean-Luc Mélenchon

SÃO PAULO – As eleições na França estão cada dia mais próximas e o Goldman Sachs recomenda que os investidores se mantenham cautelosos. Nesta semana, o gigante banco de investimentos recomendou posição “short” nos títulos do país que expiram em junho deste ano com as possibilidades de que os candidatos anti-establishment Marine Le Pen ou Jean-Luc Mélenchon surpreendam as pesquisas e saiam vitoriosos.

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Pesquisas de opinião falharam dramaticamente nos últimos tempos, o que faz com que não haja mais uma confiança tão forte nesta ferramenta. No ano passado, previa-se que o Reino Unido permaneceria na União Europeia e que Hillary Clinton venceria as eleições nos EUA – nenhum dos dois fatos se concretizou.

Na França, investidores acreditam que uma vitória de Le Pen ou Melenchon mandariam os mercados para um verdadeiro caos. “Esperamos que os spreads dos bonds (e yields) sejam pressionados para cima se o resultado do primeiro turno das eleições mostrar força dos partidos anti-establishment”, escreve o Goldman Sachs.

Sobre os candidatos
Le Pen, de extrema-direita, já disse em várias ocasiões que a França deixaria a União Europeia sob sua liderança, enquanto Mélenchon, de extrema-esquerda, declarou que tiraria a nação da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Os yields de títulos franceses começaram esta semana subindo, aumentando a diferença em relação aos papéis alemães para o maior patamar desde fevereiro. Os yields se movem em relação inversamente proporcional aos preços.

A maior parte das pesquisas mostra Le Pen e o centrista Emmanuel Macron como favoritos para vencer o primeiro turno, no dia 23 de abril, enquanto Macron aparece como favorito para vencer a rodada final, no dia 7 de maio. No entanto, Mélenchon vem ganhando força e, em uma recente pesquisa, ele apareceu com leve ganho, chegando aos 18%, enquanto Le Pen e Macron apresentaram leves quedas. O desempenho do candidato de esquerda nos debates televisionados tem sido muito elogiado por eleitores e ajudado sua campanha.

Quem se vê em maus lençóis nesta semana é Le Pen, que foi muito criticada na última segunda-feira (10) após relativizar a responsabilidade do estado francês durante um dos episódios mais sombrios do país durante a segunda guerra mundial, quando houve uma prisão massiva de 13 mil judeus em julho de 1942.

Fora esses três candidatos, as eleições francesas ainda contam com o candidato de direita François Fillon, do mesmo partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy, que iniciou como franco favorito e viu sua vantagem derreter após se envolver em um escândalo de corrupção e com o candidato de esquerda Benôit Hamon, do partido de esquerda do atual presidente François Hollande, e que aparece em um distante quinto lugar nas pesquisas. Le Pen e Macron dividem a primeira posição com 24% das intenções de voto cada um, enquanto no segundo turno o centrista segue favorito.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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