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“A maior ameaça para a economia mundial é o protecionismo”, diz economista

“A maior ameaça para a economia mundial é o protecionismo”, diz economista
(Shutterstock)

Para economista do grupo, o protecionismo no Reino Unido e nos EUA podem azedar a economia mundial

SÃO PAULO – “A maior ameaça para a economia mundial é o protecionismo”, escreve Marie Owens Thomsen, economista-chefe da Indosuez Wealth Management, gestora do banco francês Crédit Agricole. A especialista explica que essa ameaça paira no cenário atual principalmente por conta da decisão do Reino Unido de sair da União Europeia e da agenda apresentada pelo presidente eleito dos EUA Donald Trump.

Para a gestora, o protecionismo levará o mundo para um caminho de inflação mais alta e crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) mais fraco, chegando a um cenário de estagflação. No entanto, mesmo com a previsão, a Indosuez aponta que existe uma incerteza sem precedentes sobre a natureza desse tipo de política econômica, seu tamanho e seu timing.

“É possível que as novas políticas econômicas impactem a economia real apenas a partir de 2018. Para a primeira metade de 2017, o cenário global ainda é de crescimento moderado, baixa inflação e baixas taxas de juros ao redor do mundo”, escreve a instituição financeira. A economista afirma que o mercado de títulos americanos pode ser mais interessante do que o de ações, que parece estar precificado.

Na Europa, os riscos se concentram nas eleições na França e na Alemanha, enquanto a economia no continente segue se beneficiando de ganhos reais nos salários, principalmente por conta da inflação mais baixa.

Os mercados emergentes, por sua vez, podem conseguir uma vantagem em seu crescimento se encontrarem caminhos para um comércio livre de tarifas em resposta às políticas protecionistas dos EUA e do Reino Unido. O destaque positivo ficaria com as regiões da América Latina e da Ásia.

Adicionalmente, países que representem políticas mais estáveis e sólidas podem se beneficiar em um mundo de tantas incertezas políticas. A instituição financeira nomeia o Japão e a Suíça como duas opções nesse sentido.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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