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Goldman Sachs analisa potenciais efeitos do populismo no mundo em 2017

Goldman Sachs analisa potenciais efeitos do populismo no mundo em 2017
(Shutterstock)

Para o banco americano, os mercados podem estar otimistas demais com Donald Trump

SÃO PAULO – Os analistas do Goldman Sachs elaboraram relatório em que comentam o cenário de investimentos em 2017. Para a instituição financeira, a grande transição mundial no cenário de líderes focados na globalização para o populismo será uma tendência que deverá ser monitorada de perto, principalmente levando em conta a eleição de Donald Trump e os potenciais impactos do movimento na Europa.

100 dias com Trump
Em relação aos primeiros cem dias do presidente eleito americano Donald Trump no poder, a equipe de análise relata que o equilíbrio entre a composição da agenda política do republicano entre estímulos monetários, comércio, imigração e política exterior ainda é bastante desconhecido e, por isso, existem muitas possibilidades que podem se concretizar.

Mesmo assim, seus primeiros dias no governo serão cruciais para entender aquilo que o político quer atingir em seu mandato. Para o Goldman, os mercados nos EUA subiram com força de olho em um crescimento mais forte e altas expectativas de cortes em regulações. Contudo, os investidores podem estar subestimando os potenciais negativos do protecionismo e também superestimando as possibilidades de cortes de taxas e gastos mais fortes do governo serem aprovados pelo poder legislativo do país.

Guerra comercial
Em relação ao protecionismo especificamente, os analistas comentam que esse pode ser um fator que venha a enfraquecer o crescimento da China. Para solucionar a questão, a nação asiática pode considerar enfraquecer o yuan mais rapidamente, o que traria mais volatilidade no mercado. Em um cenário de guerra fiscal total dos EUA contra o México e a China, todos os mercados do mundo poderiam passar por ponto de inflexão.

Eleições na Europa
A tendência populista cada vez mais forte no continente tem feito os partidos mais ao centro ouvirem as preocupações das pessoas sobre globalização, imigração e austeridade. Mesmo não enxergando um cenário de rompimento na Zona do Euro em 2017, o Goldman Sachs relata que vê potencial para outras políticas protecionistas e investimentos mais robustos em infraestrutura em política semelhante à defendida por Donald Trump. Além disso, as eleições na Holanda, França e Alemanha também devem mudar o tabuleiro político do velho mundo, com partidos com plataformas nacionalistas ganhando mais força e podendo enfraquecer a integração entre as nações europeias.

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Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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