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Gestora de mais de R$ 1 bilhão revela onde investe e o que podemos esperar para 2017

Gestora de mais de R$ 1 bilhão revela onde investe e o que podemos esperar para 2017
(Divulgação)

Para Carolina Giovanella, a palavra-chave de 2017 será a cautela, uma vez que os mercados mundiais ainda passarão por vários eventos relevantes

SÃO PAULO – 2016, definitivamente, foi um ano extremamente turbulento tanto quando se olha para o Brasil, como quando observamos o exterior. Enquanto, por aqui, vivemos um ano de forte recessão e impeachment da presidente Dilma Rousseff, lá fora, vimos a votação da saída do Reino Unido da União Europeia e a eleição do republicano Donald Trump nos EUA. Em meio à tanta turbulência, o que podemos esperar para o ano de 2017? O FinNews conversou com a planejadora financeira e gestora da Portofino Investimentos Carolina Giovanella para saber quais são os melhores caminhos para investir no próximo ano.

A especialista relata que cautela é a palavra-chave para os próximos doze meses. “Vimos uma série de eventos inesperados nesse ano, o mercado apostava na vitória da Hillary e vimos o Trump ganhando, por exemplo. Então o melhor é ficar de fora de eventos binários”, pontua Carolina.

O cenário no Brasil também não colabora. Inicialmente, o mercado precificava uma rápida melhora na economia local após o impechment da presidente. No entanto, a realidade se mostrou diferente, com um presidente muito impopular, incluído em delações na Operação Lava Jato e sem fôlego político para aprovar medidas econômicas necessárias. Com isso tudo, mesmo com a aprovação da PEC (Projeto de Emenda Constitucional) de teto de gastos e a reforma da previdência a caminho, a gestora não descarta aumento de impostos no país no ano que vem, o que pode trazer mais turbulências no caldo político em Brasília.

Assim, a escolha da gestora é em se posicionar com força em ativos com maior liquidez e com foco maior em produtos pós-fixados, de forma a se proteger em eventuais momentos de turbulência. A Portofino, que é responsável por um patrimônio de R$ 1,4 bilhão, ainda comenta que está de olho aberto em eventuais aberturas na curva de juros local de modo a se beneficiar em momentos de stress nos mercados locais.

Ainda no cenário nacional, poderemos ver um foco mais forte em privatizações e concessões, aponta Carolina. Mesmo assim, a menos que algum evento muito forte aconteça no cenário internacional, com Trump tomando péssimas decisões econômicas ou eleições inesperadas na França e na Alemanha, a expectativa é que o dólar se mantenha próximo dos patamares atuais, na casa de R$ 3,30 a R$ 3,40.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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