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Gerando prejuízo, Twitter se livra de negócios secundários; entenda

Gerando prejuízo, Twitter se livra de negócios secundários; entenda
(Shutterstock)

A empresa está muito longe dos resultados que o mercado esperava que ela alcançasse após seu lançamento no mercado

SÃO PAULO – Quando o Twitter (TWTR.N) anunciou seus resultados referentes ao terceiro trimestre do ano passado, a empresa também anunciou que cortaria 9% de sua força de trabalho. O movimento foi parte de um esforço para se tornar lucrativo em 2017. A empresa perdeu US$ 103 milhões no período e US$ 290 milhões nos nove primeiros meses de 2016, aponta o site americano Motley Fool.

No entanto, a empresa não está apenas demitindo. Ela também está cortando alguns de seus produtos com pior performance. O mais recente foi a Fabric, software com desenvolvimento de kits para aplicativos de celulares. O Google (GOOGL.O) comprou o negócio por uma soma não revelada. A empresa também se livrou do Vine anteriormente, focando em seu negócio principal de forma a gerar lucro.

Vale lembrar que no início do segundo semestre do ano passado vários rumores começaram a surgir de que a empresa tentava se vender. Sem ter achado um comprador, o Twitter acabou encarando a realidade de que precisa mostrar que pode ser lucrativo de modo a atrair potenciais compradores ou um interesse maior em Wall Street. A empresa tentou vender o Vine, mas não achou ninguém interessado e acabou optando por acabar com ele. Nem ele, nem a Fabric geravam receita para a empresa. Os dois foram desenhados para ajudar o ecossistema da empresa, aumentando as funcionalidades e o engajamento na plataforma central, o que acabou não acontecendo e a base de usuários se manteve em número estável desde então.

A rede social ainda tem vários negócios que geram quantidades variadas de receitas. No entanto, eles permanecem amarrados em sua plataforma central, com a exceção do Periscope, seu aplicativo de streaming ao vivo. Na opinião da publicação, o Twitter faria bem em acabar com ele e migrar seus usuários para sua nova ferramenta de vídeo criada recentemente. Ultimamente, a companhia parece ter a intenção de vender seus negócios pedaço por pedaço até restar apenas seu núcleo gerador de receita.

Com isso, o Twitter se mostra comprometido em gerar lucro em 2017 com atuações diversas e redirecionamento em seus esforços. Com isso, a rede social pode até chegar no lucro, mas ele certamente será muito menor do que aquilo que se esperava quando a empresa fez seu IPO (Initial Public Offering) em 2014. No entanto, sua habilidade de aumentar seus lucros sem uma base de usuários crescente ou novos projetos é algo bastante questionável.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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