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Executivos declaram guerra contra Trump após decisão sobre imigração

Executivos declaram guerra contra Trump após decisão sobre imigração
(Shutterstock)

Mercados reagiram com quedas, enquanto líderes de grandes corporações afirmaram suas preocupações publicamente

SÃO PAULO – A decisão do presidente dos EUA Donald Trump de suspender completamente o programa de refugiados do país e impor um banimento na entrada de pessoas do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen trouxe consequências muito além da questão humanitária e social. Os mercados na Ásia e na Europa reagem negativamente à imposição do governante, com preocupações sobre como as grandes empresas operarão seus negócios neste novo cenário e como a Casa Branca deverá se posicionar no futuro. Simultaneamente, executivos de gigantes do mercado decidiram declarar guerra contra Trump.

Howard Schultz, conselheiro e CEO (Chief Executive Officer) da rede de cafeterias Starbucks (SBUX.OQ), por exemplo, anunciou o plano da empresa de contratar 10 mil refugiados ao longo dos próximos cinco anos nos 75 países que tem negócios. “Vivemos em um tempo sem precedentes”, declarou em memorando. Em outra crítica ao político, Schultz ainda declarou que a empresa está “pronta para ajudar e apoiar nossos consumidores, parceiros e famílias mexicanas”.

O CEO da General Electric (GE.N) Jeff Immelt também mostrou “preocupação” com a ordem e adicionou que a empresa conta com muitos funcionários nativos de países na lista de banimento. O executivo da Nike (NKE.N) Mark Parker também condenou a ordem executiva de Trump em e-mail para sua equipe onde reforçou os valores da marca a favor da diversidade.

O Google (GOOGL.O) foi além. Além das críticas, a empresa criou um fundo de US$ 4 milhões que beneficia instituições que atuam em favor de imigrantes e refugiados, sendo que ele será financiado por doações de seus funcionários e dinheiro da própria empresa. Sergey Brin, um de seus fundadores, ainda participou de protestos no aeroporto internacional de São Francisco.

Vale lembrar que diversos executivos do Vale do Silício já se indispuseram publicamente com Donald Trump ao longo da campanha presidencial em 2016, incluindo o fundador e CEO da Amazon (AMZN.OQ) Jeff Bezos. Recentemente, os líderes do maior polo tecnológico do mundo se encontraram com o então presidente eleito de forma a melhorar a relação entre ambos os lados. Os mercados futuros apontam para abertura em queda nesta segunda-feira (30) por conta do pessimismo dos investidores em relação aos posicionamentos do presidente Trump.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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