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EUA mudam tom em relação a Coreia do Norte; entenda o que isso significa

EUA mudam tom em relação a Coreia do Norte; entenda o que isso significa
(Shutterstock)

Administração Trump não parece disposta a conversar com o regime em Pyongyang enquanto testes balísticos continuarem

SÃO PAULO – A resposta do secretário de estado dos EUA a respeito do mais recente disparo de míssil da Coreia do Norte foi bastante diferente do que havia sendo praticado, apontam analistas políticos ouvidos pelo site Business Insider. A declaração de Rex Tillerson, líder da diplomacia americana, foi extremamente seca: “A Coreia do Norte lançou mais um míssil balístico de alcance intermediário. Os EUA já falaram o suficiente sobre a Coreia do Norte. Não temos mais comentários”.

Enquanto o apontamento de Tillerson foi estranhamente curto e vago, especialistas na Coreia do Sul e no Japão enxergam isso como um sinal de consistência em como o presidente Donald Trump pretende lidar com Pyongyang enquanto a nação acelera seu programa nuclear e balístico. A nação asiática lança seus mísseis para chamar atenção e usar como alavancagem na hora de negociar concessões, mas o posicionamento de Tillerson mostra que o país não tomará parte nesse jogo, apontam especialistas.

“Parece que Tillerson propositalmente elaborou uma declaração curta para mandar um sinal duro”, declarou o professor e ex-ministro de relações exteriores da Coreia do Sul Kim Sung-Han. “Ele está deixando claro que, não importa o que a Coreia do Norte faça, os EUA não se comprometerão com negociações a não ser que Pyongyang mostre real intenção de se desarmar”. De acordo com Bong Youngshik, pesquisador sobre o assunto, essa declaração parece ter mirado também na China, uma vez que o presidente Xi Jinping encontrará Trump ainda nesta semana. O líder americano provavelmente urgirá Pequim a tomar um papel mais duro em pressionar o Norte a abandonar suas ambições nucleares.

No entanto, as opções dos EUA em relação à Coreia do Norte são muito limitadas. Um ataque militar poderia desencadear em uma guerra sangrenta, com centenas de milhares de mortos; os efeitos de mais sanções são totalmente questionáveis; e renovar as negociações requereria uma confiança que simplesmente não existe entre ambas as nações. Em sua visita recente à China, Tillerson declarou que acabaria com a política de Obama de “paciência estratégica” sobre a nação asiática, mas a administração Trump ainda não fez nada a respeito.

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Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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