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Escândalo com anunciantes pode custar caro ao Google; entenda o que acontece

Escândalo com anunciantes pode custar caro ao Google; entenda o que acontece
(Shutterstock)

Muitas companhias pararam de anunciar no YouTube após descobrirem que suas peças eram veiculadas antes de vídeos com conteúdo ofensivo

SÃO PAULO – Grandes anunciantes, incluindo o Starbucks (SBUX.OQ) e a General Motors (GM.N) retiraram seus anúncios do YouTube, plataforma de vídeos que pertence ao Google (GOOGL.OQ) após a revelação que o site estava exibindo anúncios junto a conteúdo de ódio, aponta o site Barron’s Next.

Essa súbita onda de problemas para a empresa vem em um momento particularmente ruim para o Google e sua companhia mãe, a Alphabet. Os canais de televisão já estão se preparando para atacar a empresa e também para destacar os benefícios de anunciar junto com conteúdo produzido por profissionais.

O Google fez bilhões ao gerar anúncios em resultados de buscas e conteúdos gerados por usuários, vendendo anúncios sob a premissa de que conhece os consumidores melhor do que ninguém. Por enquanto, boa parte dos anunciantes continuam colocando seu dinheiro no Google, mas a situação é diferente no YouTube.

Na plataforma, são descarregadas 400 horas de vídeos por minuto, fazendo com que o policiamento na plataforma seja particularmente difícil e o software de escaneamento automático do Google, até o momento, vem fazendo um serviço medíocre. Anúncios estavam aparecendo em vídeos com conteúdo racista e antissemita, por exemplo.

E, para muitos anunciantes, a resposta do Google em relação ao escândalo foi fraca demais, enquanto as televisões estão usando o argumento de se anunciar em uma empresa conhecida ao invés de torcer para um algoritmo conectar a marca com consumidores.

Para o analista da Instinet Anthony DiClemente, a controvérsia deve reduzir a receita do Google em US$ 750 milhões, o que é considerado um corte pequeno, considerando que a empresa fez US$ 90 bilhões no último ano. Mas ele pontua que os custos podem subir para a empresa e que sua resposta à controvérsia pode determinar se o problema vai aumentar ou começar a diminuir.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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