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Empresa reporta receitas em queda de 50% e, mesmo assim, ações disparam; entenda

Empresa reporta receitas em queda de 50% e, mesmo assim, ações disparam; entenda
(Shutterstock)

Para os investidores, existe luz no fim do túnel da companhia, isso só depende de uma virada em seu modelo de negócios

SÃO PAULO – A BlackBerry divulgou seus resultados trimestrais nesta semana e, mais uma vez, eles vieram com queda nas receitas e prejuízos, aponta o site Motley Fool. No geral, as receitas da empresa caíram 50% no terceiro trimestre desse ano em relação ao mesmo período do ano passado, indo de US$ 548 milhões para US$ 289 milhões.

Após essas notícias, a expectativa seria de que as ações da empresa estariam bastante pressionadas, certo? Na prática, não foi isso que aconteceu. Os papéis da BlackBerry subiram cerca de 3% no pré-mercado após a divulgação de seus resultados. Os resultados da companhia não são tão ruins quanto se pensava, e acredita-se que o CEO (Chief Executive Officer) John Chen está promovendo uma virada no negócio.

A maior parte da perda de receita da BlackBerry se deve ao fato de que ela mudou seu modelo de negócios em hardware, que ano passado foi responsável por 40% dos resultados no terceiro trimestre. Em setembro desse ano, a empresa anunciou que licenciará seus negócios nessa área para um grupo na Indonésia. Assim, a companhia não reporta mais a venda de dispositivos como receita, mas sim como receita de licenciamento e, com isso, não contabiliza também os custos dos bens para produzir. Com a mudança, a BlackBerry reportará menos receitas, mas com margens mais altas.

Mais importante que isso: a BlackBerry está rapidamente se transicionando para uma companhia de softwares e serviços. As margens brutas da empresa têm mostrado que, de fato, ela tem conseguido se desenvolver nesse sentido. O executivo da companhia também se mostra focado no desenvolvimento desses negócios. Além disso, ele ainda aponta uma expectativa de uma virada no fluxo de caixa livre da empresa já no último trimestre desse ano. Assim, no geral, a indicação que fica é que a companhia ainda está em transição, mas existe uma luz no fim do túnel.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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