Dow Jones 0,061% 22.660 pts
S&P 500 -0,261% 2.545 pts
Nasdaq -0,071% 7.854 pts
Ibovespa -0,284% 85.135 pts
Dólar R$ 3,315
Euro R$ 4,040
Veja Mais

Economista que previu crise de 2008 acha que rali nos EUA está acabando

Economista que previu crise de 2008 acha que rali nos EUA está acabando

Para Nouriel Roubini, o mercado financeiro está prestes a encerrar sua lua de mel com o presidente Trump

SÃO PAULO – O rali no mercado de ações dos EUA que se iniciou com a eleição de Donald Trump em novembro vai acabar rapidamente, assim que os investidores perceberem que os pontos negativos em sua agenda econômica superam e muito os pontos positivos, aponta o economista que ficou famoso ao prever a crise de 2008, Nouriel Roubini.

“Não é surpresa que corporações e investidores têm ficado felizes”, escreveu o professor. Para Roubini, há uma tradição dos governos republicanos de favorecer corporações e as pessoas mais ricas, sem fazer muito para gerar empregos ou aumentar os salários.

Para calcar sua opinião, ele cita um estudo feito pela Tax Policy Center que mostra que praticamente metade dos cortes de impostos propostos pelo novo presidente teriam como objetivo ajudar o 1% mais rico da sociedade americana. “Ainda assim, os espíritos do setor corporativo vão em breve ceder ao medo primário: o rali do mercado está ficando sem fôlego e a lua de mel de Trump com os investidores pode estar chegando a seu fim”, conclui.

De acordo com o pensamento do economista, uma vez que os mercados dispararam com a possibilidade de estímulos fiscais que ainda não foram definidos, eles puxaram para cima os yields de títulos e taxas de hipotecas, fazendo com que seja mais difícil para empresas e consumidores tomar dinheiro empresado. Adicionalmente, o fortalecimento do dólar que acompanhou a vitória do republicano é bastante danoso ao setor manufatureiro exportador do país que o novo líder prometeu proteger.

“A apreciação do dólar desde a eleição pode destruir praticamente 400 mil empregos da indústria”, argumenta. Como o economista prevê aumento nos gastos com baixos retornos econômicos durante o mandato do presidente, o ciclo de taxas mais altas e um dólar mais forte se reforçaria sozinho.

“O pacote de estímulos fiscais de Trump pode se tornar muito maior do que a atual precificação do mercado sugere”, diz, mostrando confiança na submissão do legislativo dominado pelos republicanos a seu líder. “Se isso acontecer sob Trump, os déficits fiscais vão elevar as taxas de juros e o dólar ainda mais para cima, ferindo a economia no longo prazo”.

Uma economia mais fraca pode forçar Trump a dobrar sua aposta no protecionismo que já se tornou marca registrada de sua administração e engatilhar uma guerra comercial mais prolongada e danosa.

Os EUA já detonaram seus parceiros comerciais ao sair unilateralmente da TPP (Parceria Transpacífico, na sigla em inglês). “Parceiros de negócios dos EUA terão pouca escolha a não ser responder restrições de importações do país impondo suas próprias tarifas nos produtos dos EUA”, Roubini diz. Para o economista, isso feriria a economia mundial

Dê a sua opinião!

4 0
Foto de perfil de Leonardo Uller
Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

Deixe uma Resposta

Seu e-mail não será publicado.Campos obrigatórios marcados *

Você também pode utilizar estas HTML tags e atributos <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Senha perdida

Please enter your username or email address. You will receive a link to create a new password via email.