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Como a Visa abraçou a inovação para não ficar para trás no mercado

Como a Visa abraçou a inovação para não ficar para trás no mercado
(Shutterstock)

Cinco anos atrás, uma das maiores empresas do mundo viu uma luz amarela acender. E resolveu fazer algo a respeito. Essa empresa é a Visa, a maior bandeira de cartões de crédito e débito e que adotou a inovação aberta para manter-se viva, trabalhando com diversas startups.

E isso ocorreu há pouquíssimo tempo atrás, sem que a empresa tivesse qualquer de ameaça concreta. “A empresa há uns cinco anos fez toda uma reestruturação, para evitar o destino que outras empresas tiveram algum tempo atrás”, afirma Érico Fileno, head de inovação da companhia aqui no Brasil.

Dois exemplos de empresas que eram tão icônicas quanto a Visa, mas morreram: Blockbuster e Kodak. Imagina se isso acontecesse com a própria Visa. “Nosso papel de liderança no meio de pagamentos digitais é consolidado, mas foi sinalizado através de outras empresas em outros mercados que a liderança você pode perder a qualquer momento”, salienta.

Tudo isso começou quando a empresa se acertou para abrir o seu capital, no meio da década passada – antes disso, a Visa era basicamente uma associação de bancos. “A empresa precisou passar por uma modernização de gestão, na época do IPO. Veio um pessoal muito mais novo, muito mais focada para o mercado”, destaca.

Nesta mesma época, a Visa começou a pensar em inovação como um dos pilares da empresa, relembrando os primeiros dias da companhia. “Trouxe todo esse conceito de mercados digitais. Foi aberto uma estrutura de inovação na Califórnia, na nossa matriz. O primeiro centro de inovação surgiu nesta época em São Francisco”, fala Érico.

Hoje, são vários centros de inovação ao redor do mundo: São Paulo, Dubai, São Francisco, Miami (que cuida da América Latina), Singapura, com Londres e Munique abrindo em breve na Europa, em Nova York e Washington.

Movimentar para não morrer

Esse é uma demonstração que a Visa resolveu movimentar-se para não morrer: por mais que a empresa não veja nenhum rival significativo hoje (excluindo a MasterCard, com modelo de negócios similar), não significa que amanhã não haverá. “Somos líderes, mas temos que entender que nossa liderança vai sempre depender na nossa oxigenação antes que as coisas comecem a piorar”, acredita.

Outro ponto é que esse rival já pode até estar vivo: só precisa de ajustar uma coisa e outra para chegar no ponto em que afetará a Visa. “E pior, você pode perder para uma empresa que até hoje você acha que não é teu concorrente, mas pela velocidade de mudanças dos modelos de negócio ela acaba se tornando”, destaca Érico.

São muitos potenciais adversários: o ramo de fintechs é fortíssimo, com muitas empresas interessada em disruptar o incumbente no setor, no caso, a Visa. “Esse segmento de mercado financeiro é o que mais tem surgido startups, e é uma concorrência muito maior e muito mais agressiva, pois elas são muito mais ágeis“, salienta.

Trabalhando com fintechs

Percebendo isso, a Visa resolveu transformar as fintechs – um possível inimigo mortal – em aliadas e clientes. “Nossos principais clientes hoje ainda são os bancos, adquirentes como a Cielo e a Rede e varejo. E ultimamente, também são as startups, que é um processo que começou há dois anos”, afirma o executivo.

Para trabalhar com startups, uma das primeiras medidas que eles tomaram foi criar uma forma de fortalecer o relacionamento e fazer com que elas usassem algo da Visa – no caso, pagamentos. “Isso gerou nossa plataforma de APIs, que foi lançada em fevereiro do ano passado. É mais uma camada de parceiros e clientes que a gente começou a dialogar”, destaca.

A companhia tem dois programas para startups no Brasil, o Ahead – conjuntamente com a startup farm – e o Track, com a GSVLabs, que está na última semana de inscrição. Ambos são grandes laboratórios de aprendizagem para a Visa “A gente aprende com eles como ser ágil. O primeiro valor desses programas é ganhar velocidade no desenvolvimento de novos produtos. A gente aprende muito com esse novo modelo”, completa.

E o programa Track, em si, é muito interessante. Quem for selecionado vai receber cerca de US$ 235 mil em benefícios, será acelerado por um mês no Vale do Silício em uma das principais aceleradoras da região. E qual a contrapartida? NENHUMA! Você não precisa dar nada para a Visa. Mas inscreva-se logo, pois o processo fecha no dia 31.

Eles mudam a Visa…

Importante notar que esses processos possuem grande apoio da Visa, que estimula muito que os principais executivos ajudem a startup em suas dificuldades. “Estimulamos muito a participação dos funcionários nestes projetos, muitos são mentores”, salienta.

Hoje, a ideia da Visa sobre “novo produto” mudou como consequência. Ela aprendeu a ser mais ágil. “Não existe mais aquele de fazer todo o planejamento, depois vou montar, apresentar para comitê. Não, tive uma ideia, monto protótipo, boto no ar e já vou validando”, afirma.

…e mudam empreendedores

E tudo para se tornar um grande amigo da startup lá adiante, o que pode ser potencialmente bom para a Visa – a gratidão é um sentimento poderoso, que faz a startup permanecer como cliente por bastante tempo. “O pequeno empreendedor hoje, daqui dois três anos, pode ser grande. E se a gente ajudou ele lá no começo, a gente espera que esse relacionamento continue”, destaca.

E não há contrato que obrigue a startup a ser cliente da Visa: ela pode, por exemplo, deixar a Visa quando quiser, mesmo tendo sido acelerada por ela através dos programas. “O que a gente faz é mostrar para ele nossa importância, nosso conhecimento. Se você quiser colar conosco, vamos juntos. Se quiser descolar lá na frente, tudo bem”, termina o executivo.

(Via Startse)

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