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Com derrota em referendo, primeiro-ministro da Itália renuncia; entenda implicações

Com derrota em referendo, primeiro-ministro da Itália renuncia; entenda implicações
(Wikimedia Commons)

Matteo Renzi pediu demissão após um mandato de dois anos e meio; movimento nacionalista é apontado como vencedor

SÃO PAULO – O mundo acordou agitado nesta segunda-feira (5) após mais um polêmico referendo na Europa. Se há alguns meses o foco estava no Reino Unido e sua saída da União Europeia, dessa vez os olhos se voltaram para a Itália, onde, após uma acachapante derrota, o primeiro-ministro Matteo Renzi pediu demissão de seu cargo.

O referendo proposto pelo governante italiano tinha como objetivo mudar 47 artigos da constituição do país. Entre as mudanças propostas estavam a redução do poder dos governos regionais e o corte de membros do Senado, que iria dos atuais 315 legisladores para somente 95.

No entanto, essas mudanças foram rejeitadas por 59,1% dos eleitores italianos, o que minou o capital político do jovem primeiro-ministro e levou a seu pedido de demissão, trazendo instabilidade política no país e na região. O jornal americano New York Times comenta que se eleições ocorrerem no país em 2017, a União Europeia pode passar por um momento crítico em sua história, com pleitos em dois outros membros fundadores de peso, França e Alemanha, e candidatos populistas e contra o Euro e o grupo em posições competitivas.

O grande vencedor após a votação no país europeu é o Movimento Cinco Estrelas, capitaneado pelo político anti-establishment Beppe Grillo, que declarou que “os tempos mudaram”. Em uma entrevista concedida também ao NYT em 2013, Grillo cravou que “a atual classe política precisa ser expelida imediatamente”. O colunista do site Folha de S. Paulo Clóvis Rossi destaca que essa eleição traz o país de volta à sua habitual instabilidade política, marcada por incríveis 63 governos em 70 anos.

Mercado italiano
O mercado na Itália reagiu de forma negativa após a derrota e anúncio de demissão de Renzi. O índice local FTSE MIB fechou o dia com queda e 0,2%. Contudo, a queda intraday foi muito mais acentuada, chegando a 2,1%, conforme aponta o site americano MarketWatch. Os maiores perdedores no pregão desta segunda no país foram os grandes bancos, com queda de 2,19% no índice setorial nesta segunda, chegando a um recuo de 4,6% durante o pregão. O destaque negativo fica com o Banca Popolare di Milano Scarl, que fechou com suas ações em queda e 7,91%. Já o Euro começou o dia em forte queda, chegando a seu menor patamar em 21 meses, mas se recuperou durante esta manhã e é negociado a cerca de R$ 3,70 às 16h37 desta segunda.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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