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As 7 melhores ações dos EUA para comprar no mês de fevereiro

As 7 melhores ações dos EUA para comprar no mês de fevereiro
(Shutterstock)

Recentes correções do mercado podem trazer boas comprar para os investidores na bolsa americana

SÃO PAULO – Com os mercados operando em queda e o Dow Jones abaixo dos 20 mil pontos, muitos investidores têm se perguntado se não é tarde demais para entrar na bolsa. Os colunistas do site Motley Fool acreditam que não e, assim, listam sete ações para comprar no mês de fevereiro.

A primeira das indicações é a Bristol-Myers Squibb (BMW.N). George Budwell explica que o setor de farmacêuticas vem sendo negociado em valuations extremamente elevados, fora da realidade. Assim, chama atenção o fato da companhia estar em seu valor mínimo nas últimas 52 semanas e sendo negociada a apenas 4 vezes suas receitas projetadas para 2018.

O colunista acredita que o papel está neste nível tão baixo porque o mercado reagiu com muita força à notícia de que o medicamento Opdivo não será mais a principal indicação em casos de câncer de pulmão após não ter conseguido uma rápida aprovação para ser ministrado em uma terapia especial para a doença. Sendo aprovado ou não, as ações da farmacêutica são uma verdadeira barganha neste momento, acredita o especialista, uma vez que a empresa tem uma série de medicamentos previstos na área oncológica que são bastante promissores, como o Eliquis, que atua afinando o sangue e tem forte potencial de crescimento.

A recomendação do especialista Dan Caplinger é para a companhia do agronegócio e alimentação Archers Daniel Midland (ADM.N). A empresa conta com um dos melhores históricos de pagamento de dividendos do setor, elevando sua distribuição aos acionistas trimestralmente há 41 anos seguidos. A ADM normalmente anuncia esta alta em fevereiro em conjunto com seus resultados trimestrais. Assim, pode ser interessante comprar o papel antecipadamente de modo a garantir bons proventos em um futuro próximo.

Adicionalmente, a companhia ainda conta com bons fundamentos. A ação foi afetada em 2015 por conta do mercado de commodities mais fraco, mas uma recuperação nos preços a ajudou em 2016, trazendo a ADM novamente para uma rota de crescimento agressivo. A empresa ainda tem feito aquisições estratégicas de modo a posicionar melhor seu negócio. Existem questionamentos de curto prazo com a companhia sobre riscos geopolíticos. No entanto, no longo prazo a companhia deve se sair bem, principalmente por conta da população humana crescente e sua necessidade por alimentos.

A escolha da colunista Neha Chamaria é pela Brookfield Property Partners (BPY.N). A queda de 10% em seus papéis nos últimos seis meses garante um bom ponto de entrada em uma companhia em crescimento e bem estabelecida, com perspectivas fortes e grandes dividendos. Os números referentes ao último trimestre do ano devem sair em fevereiro e há boas razões para esperar bons resultados.

A companhia que compra propriedades e as aluga por longo prazo não apenas tem suas receitas garantidas, como também pode garantir preços mais altos. Além disso, ela conta com vendas de recursos e novos lançamentos que devem impactar positivamente, incluindo propriedades em Sydney. Atualmente, o yield do papel se encontra na casa dos 5%, o que faz com que seja uma boa escolha.

Na sequência, Brian Feroldi indica as ações da Celgene (CELG.OQ). O colunista aponta que, em um momento que o mercado americano apresenta altas históricas, é difícil achar boas pechinchas. O setor de biotecnologia é um dos que não se recuperou de quedas recentes a companhia seria uma boa opção dentro deles.

A empresa tem tido uma excelente performance recente graças ao seu remédio Revlimid. As vendas cresceram 20% no último ano chegando a US$ 6,9 bilhões, sendo um dos medicamentos mais vendidos no mundo. Quando combinadas com as vendas de outros produtos da empresa, a companhia registrou uma expansão de 22% no último ano. Olhando para o futuro, a Celgene pode continuar entregando bons números, com projetos promissores no momento e expectativa de que suas vendas totais passem dos US$ 21 bilhões em 2021, praticamente dobrando seus números previstos para 2017.

A quinta escolha é feita por Tyler Crowe, que recomenda a First Solar (FSLR.OQ). Ele comenta que há dois pontos principais que devem ser levados em consideração sobre o papel. O primeiro deles é que há uma imensa oportunidade de crescimento e o segundo é que esse é um mercado extremamente competitivo e cíclico. Por décadas, as produtoras de painéis solares reduziram seus custos para conseguir produzir energia a preços mais baratos do que o carvão, petróleo, gás ou outros concorrentes. Com a expectativa de que as energias eólica e solar computem 64% da geração de 8,6 TeraWatts que deve ser instalada nos próximos 25 anos, há bastante espaço para crescimento.

No entanto, muitos investidores de olho nessa oportunidade se esquecem de que a construção desses painéis é um negócio que requer muito capital e que as mudanças rápidas na tecnologia fazem com que todas as empresas lutem com muita garra para superar os altos e baixos do mercado. Para sobreviver nestas condições, é necessário ter um negócio que mantenha um bom balanço e tenha habilidade de gerar bons retornos. Assim, a First Solar se mostra como a melhor escolha no setor, afinal, ela conta com mais de US$ 2 bilhões e retornos que consistentemente superam sua indústria na última década. Graças a um ano mais complicado, os papéis das produtoras de painéis solares se encontram em patamares incrivelmente baixos, fazendo com que essa seja uma boa oportunidade de entrada.

Tim Green sugere o investimento nos papéis da IBM (IBM.N). As ações da empresa subiram em 2016 com os investidores apostando em um crescimento nos retornos muito em breve e a empresa não desapontou quando apresentou seus números referentes ao último trimestre do ano passado. Enquanto seus números no ano consolidado foram uma bagunça, a empresa mira seu primeiro crescimento anual nos lucros desde 2013 para 2017.

Não está claro exatamente quando as receitas voltarão a subir, mas as estratégias da IBM apontam que esse momento não deve estar longe, com melhoras em suas margens, inclusive. O negócio de nuvem da empresa continua a ir muito bem, chegando a uma receita anual de US$ 8,6 bilhões, registrando alta de 61% em relação a 2015. O negócio de softwares, por sua vez, segue parado, mas o patamar atual do papel indica que pode não ser tarde para investir em uma volta por cima da empresa.

A última recomendação, feita pelo especialista Evan Niu, é de uma ação que dispensa apresentações, o Facebook (FB.OQ). É muito difícil argumentar contra a execução da companhia nos últimos anos. Afinal, ela vive um momento incrível com expansões em praticamente todas as suas marcas e serviços, incluindo em suas métricas operacionais.

O Instagram conta com praticamente o dobro de usuários de seu principal concorrente, enquanto o WhatsApp atingiu a marca de 1 bilhão de usuários ativos por mês há cerca de um ano e a Oculus segue na liderança do crescente mercado de realidade virtual. A empresa ainda anunciou, recentemente, que chamou o veterano executivo Hugo Barra para cuidar de seus esforços de realidade virtual e suas vendas continuam a disparar, subindo para US$ 7 bilhões, enquanto suas receitas dispararam 166%. O colunista acredita que 2017 será mais um ano de sucesso para a companhia, onde o mercado a verá apenas acelerando ainda mais. Assim, é melhor entrar no barco enquanto é tempo.

 

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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