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Após trajetória de sucesso, CEO da Starbucks anuncia saída do cargo; saiba o que esperar

Após trajetória de sucesso, CEO da Starbucks anuncia saída do cargo; saiba o que esperar
(Facebook)

Gestão de Howard Schultz foi marcada por expansão internacional e valorização de ações; executivo entrega o cargo em abril de 2017

SÃO PAULO – “Um completo desastre”. É com essa catastrófica sentença que o site americano Inc. noticia a saída do CEO (Chief Executive Officer) da rede de cafeterias Starbucks Howard Schultz. Na semana passada, o executivo surpreendeu o mercado e anunciou que deixará o comando da companhia em abril do ano que vem.

O segundo período de Schultz na liderança da empresa, que se encerrará em abril do ano que vem, foi marcado por uma grande expansão internacional da marca e forte valorização dos papéis da companhia, chegando a um percentual de alta de quase 600% desde o início de sua gestão em janeiro de 2008. Oficialmente, ele continuará no conselho da Starbucks. No entanto, a mídia dos EUA já especula que o empresário pode mirar uma candidatura à Casa Branca nas eleições de 2020.

Porém, se, por um lado, a notícia da saída de Schultz trouxe uma onda de reações negativas, o colunista Asit Sharma, do site Motley Fool, destaca que o sucessor no comando da empresa será o COO (Chief Operating Officer) Kevin Johnson, que já é membro da diretoria da Starbucks há sete anos – o que deve tranquilizar, em parte, os investidores. Johnson participou do desenvolvimento tecnológico recente da rede de cafeterias, sendo responsável por auxiliá-la a aumentar a escala de suas operações.

Além disso, a empresa está em seu segundo ano de um plano estratégico de cinco anos, o que deve manter sua expansão de margens por enquanto. Contudo, o que não está claro é se Johnson será capaz de manter o nível de inovação que a Starbucks tem mantido desde 2008. O colunista afirma que existem quatro pontos que os investidores devem ficar de olho na nova gestão: o crescimento de receitas da empresa na casa de 10% ao ano ou mais; a participação da Starbucks na Ásia; o formato de inovação das lojas da companhia nos EUA; e o investimento mais forte no desenvolvimento de canais, incluindo as atuais parcerias com a PepsiCo e a AB-Inbev.

As ações da Starbucks chegaram a recuar mais de 11% na última quinta-feira (1), quando foi divulgada a notícia e fecharam o dia negociadas a US$ 56,58, queda de 3,3%. O site MarketWatch comenta que, em abril de 2000, quando Schultz anunciou que sairia do comando da empresa após 13 anos, seus papéis recuaram 28% em sete semanas até iniciar uma recuperação estável que durou até a crise de 2008. No entanto, mesmo com a surpresa, o mercado americano segue se mostrando confiante no desempenho da empresa.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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