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Alemanha será a maior perdedora do mundo em 2017; saiba o porquê

Alemanha será a maior perdedora do mundo em 2017; saiba o porquê
(Shutterstock)

Nação europeia deve sofrer com isolamento no tabuleiro internacional, sem apoio no Reino Unido, Rússia ou EUA

SÃO PAULO – Donald Trump mal assumiu seu cargo de presidente dos EUA e já demonstrou que dará uma guinada forte nas relações internacionais da maior potência do mundo. Com isso, existirão vários ganhadores e perdedores, mas para o diplomata e banqueiro Edward Harrison a Alemanha será, de longe, a maior perdedora com o novo posicionamento do governo republicano.

O colunista acredita que Trump verá a nação europeia como um aliado infiel e vai se mover de forma a enfraquecer politicamente o peso da quarta maior economia do mundo no tabuleiro internacional. Vale lembrar que a relação entre a chanceler Merkel e o presidente Obama era a melhor possível, com os dois políticos criando profundos laços de amizade. Os alemães se mostram chocados com as políticas e declarações de Trump. Enquanto a maior economia da Europa abriu suas portas para mais de um milhão de refugiados, por exemplo, os EUA acabaram de dinamitar seu programa de refugiados e baniram a entrada de qualquer cidadão de sete países de maioria muçulmana.

As duas administrações também já se desentenderam publicamente sobre o mercado automotivo e, mais recentemente, sobre a política cambial supostamente defendida pelo governo alemão na visão de Trump. O presidente americano tem se mostrado muito mais disposto a se alinhar com o Reino Unido entre os países da Europa Ocidental e, inclusive, deverá fazer uma visita de estado para Londres ainda este ano.

Como se não bastasse, o político americano ainda criticou publicamente a União Europeia, a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a ONU (Organização das Nações Unidas), três instituições políticas multilaterais que são parte da estratégia central alemã de posicionamento geopolítico. Quem mais tende a ganhar com este novo posicionamento é o antigo desafeto da chanceler Merkel, o presidente Vladmir Putin. O comandante russo vê a líder alemã cada vez mais isolada, especialmente após as eleições na França no primeiro semestre deste ano e, assim, expande sua esfera de influência pela Europa e Oriente Médio.

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Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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