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5 motivos para investir em ações de biotecnologia; confira

5 motivos para investir em ações de biotecnologia; confira
(Shuttersotck)

Setor pode apresentar ganhos robustos para seus investidores em um futuro próximo

SÃO PAULO – Dependendo de quando foi feito o investimento em ações de biotecnologia, esta pode ter sido a melhor ou a pior escolha de um portfólio. De 2013 até a metade de 2015, fundos de índice que aplicam em papéis do setor tiveram um desempenho três vezes maior do que o S&P 500, o qual, durante o período, subiu 50%. No entanto, quem comprou em julho de 2015 só viu seu dinheiro se desvalorizar, mesmo com uma modesta recuperação apresentada no ano passado. Assim, muitos investidores passaram a enxergar este mercado como uma bolha, o que para Jeff Reeves, colunista do site MarketWatch não faz sentido. Ele lista cinco motivos pelos quais o setor pode trazer boas surpresas para os investidores neste ano.

1 – Regulação
Após audiências no Congresso dos EUA no ano passado onde a empresa Mylan (MYL.OQ) enfrentou acusações sobre ter elevado demasiadamente o preço de um de seus produtos, muitos investidores em biotecnologia ficaram com medo que o país comece a trazer controles de preços que poderiam, potencialmente, limitar margens. A eleição de Donald Trump e a firme maioria republicana nas casas legislativas dos EUA, no entanto, foram recebidas com algum alívio.

Mesmo assim, o próprio Trump ameaçou o setor em janeiro deste ano, apenas para depois se encontrar com executivos do setor e prometer menos regulações e aprovações mais rápidas. Com isso, fica difícil saber quais são as reais intenções do novo presidente, mas dificilmente ele mexerá nessa área em 2017 quando parece ter outras preocupações mais urgentes.

2 – Boas opções de crescimento
Enquanto algumas das empresas podem estar com suas receitas pressionadas, muitas ações de biotecnologia têm histórias de crescimento sem igual em Wall Street. A Celgene (CELG.OQ) é um exemplo. No último trimestre do ano passado suas vendas aumentaram em 16% graças ao remédio contra câncer Revlimid que trouxe muitas vendas. Algumas multas impactaram seus lucros, mas, excluindo esses itens, o aumento fica em 36%, Claro que não é um crescimento tão vigoroso quanto o que os investidores viram no passado, mas, contra outras alternativas do mercado, esta parece ainda ser uma boa opção.

3 – Papéis precificados de maneira justa
Vale lembrar que a visão negativa do mercado sobre o setor fez com que eles ficassem bastante descontados. A Biogen (BIIB.OQ) é um caso de empresa que viu suas ações irem a lugar nenhum nos últimos dezoito meses e é negociada, atualmente, em um patamar levemente acima de 12 vezes os lucros previstos para o próximo ano, enquanto ações como a alimentícia Hershey (HSY.N) estão em um patamar de 22 vezes, por exemplo.

4 – Solidez e à prova de recessão
Enquanto empresas enfrentam desafios específicos sobre a aprovação de seus remédios e patentes, a boa notícia é que, uma vez que consigam criar um tratamento de sucesso, é muito difícil atrapalhar seus caminhos. Muitas delas têm apostado em tratamentos onde o paciente não terá outra opção de remédio, como é o caso da BioMarin Pharmaceutical (BMRN.OQ), que mira em raros problemas genéticos.

Isso garante a ela, na prática, um monopólio uma vez que o tratamento se mostrar bem-sucedido. Adicionalmente, esses remédios não são despesas extras que serão cortadas em tempos de necessidade. Os pacientes farão de tudo para manter tratamentos que melhoram suas qualidades de vida e isso significa uma fonte de receitas protegida contra recessões.

5 – Compras no futuro
A expectativa de muitos investidores no setor é que pequenas empresas sejam compradas por gigantes do mercado como a Pfizer (PFE.N), por exemplo. A empresa conta com cerca de US$ 24 bilhões em caixa e pode fazer boas aquisições. 2017 poderia ser, assim, um ano de consolidação neste mercado.

O colunista finaliza explicando que se sente relutante em apostar em vencedoras individuais, particularmente entre as menores empresas, que contam com muitos riscos desconhecidos. Com isso, ele recomenta um investimento mais amplo, em um ETF (Exchange Traded Fund) como o S&P Biotech ETF, que apresenta uma boa diversificação e pode captar os ganhos na biotecnologia.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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