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3 ações para comprar e não vender nunca na sua vida

3 ações para comprar e não vender nunca na sua vida
(Shutterstock)

Colunistas indicam papéis que têm ótimas tendências de crescimento no longo prazo

SÃO PAULO – Investir em ações pensando no longo prazo é, sem sombra de dúvida, uma das melhores estratégias para se lucrar no mercado financeiro. Afinal de contas, ao escolher uma ação que tenha tendência de crescimento de longo prazo e mantê-la na carteira por anos, ou mesmo décadas, as chances de conseguir muito lucro são bastante altas. Colunistas do site Motley Fool listaram, então, três ações que não pretendem vender nunca.

1 – Alphabet (GOOGL.O)
A primeira indicação é feita pelo analista Jamal Carnette, que recomenda a companhia que é dona do Google, a Alphabet. Ele aponta que o mercado não foi muito generoso com o papel após a divulgação de seus resultados trimestrais, mas, no geral, ela segue postando taxas de crescimento bastante invejáveis para uma empresa de sua escala.

Suas receitas se elevaram 20,4% em relação ao ano de 2015, o que mostra apenas um leve recuo em seu patamar de crescimento. O problema maior ficou em seus lucros, que avançaram apenas 8,3%, chegando a US$ 5,3 bilhões e essa foi a principal causa do mercado ter reagindo negativamente aos dados.

Pelo lado positivo, a Alphabet confirmou que as pesquisas em celulares seguem sendo uma de suas áreas de maior crescimento. A grande mudança na internet nos últimos cinco anos, indo dos computadores para os celulares beneficia a empresa, uma vez que o Google controla 95% deste mercado.

A companhia ainda continua crescendo seu negócio de anúncios. No começo desse ano, um relatório surpreendente do Morgan Stanley revelou que 85% de todo dinheiro gasto com anúncio online está indo para apenas duas companhias, a Alphabet e o Facebook. Assim, com essa tendência continuando, a empresa deve seguir elevando suas receitas com força.

Assim, a tese de longo prazo da gigante de tecnologia continua de pé. Ela é a maior recebedora de anúncios online e a maior ferramenta de pesquisas e, assim, ela só pode continuar crescendo enquanto aumenta sua penetração no mercado.

2 – Under Armour (UA.N)
Outra empresa que não tem vivido bons momentos na bolsa nos últimos meses. A ação foi golpeada no final de outubro, após a direção ter cortado suas metas de longo prazo. Mais recentemente, suas ações despencaram após as vendas terem subido apenas 12% no último trimestre do ano. Não apenas o número ficou abaixo das metas, como o CFO (Chief Financial Officer) da empresa pediu demissão subitamente.

Contudo, um olhar mais atento ao trimestre aponta que os investidores não deveriam jogar a toalha nessa história de crescimento afora. Enquanto as vendas totais foram desapontadoras, o problema principal ficou na América do Norte, que vem passando por desafios no setor varejista, com várias redes entrando com pedidos de falência.

Contudo, os números trazem várias surpresas positivas. As vendas diretamente ao consumidor dispararam 23%, sendo agora 40% do total vendido pela companhia, enquanto os tênis esportivos cresceram 36%. A receita internacional, por sua vez, disparou 55% e agora representa 16% das vendas totais da companhia, mostrando assim que a marca permanece forte.

Enquanto ainda existem desafios no curto prazo para a empresa, o colunista Brian Feroldi não consegue acreditar que essa é uma história de crescimento que já acabou. Enquanto o CEO (Chief Executive Officer) e fundador Kevin Plank estiver por trás do negócio, essa é uma ação que ele continua apostando.

3 – Starbucks (SBUX.OQ)
Essa é uma terceira ação que também começou 2017 de uma maneira amarga, aponta o colunista Jason Hall. Os papéis se desvalorizaram após notícias em seus resultados trimestrais de tráfego estagnado em suas lojas na América do Norte. Além disso, a direção divulgou uma meta de crescimento de 8% a 10% nas receitas para este ano, uma redução de seu guidance original de 10%.

No entanto, a empresa não é do tipo que é afetada unicamente por um problema menor de crescimento em seu mercado mais maduro, aponta o especialista. Especialmente quando se leva em conta que o melhor de sua história pode estar em seu futuro, mesmo com a saída de Howard Schultz do cargo de CEO pela segunda vez.

Para começar, a oportunidade de crescimento da rede de cafeterias na Ásia é gigantesca, especialmente quando se leva em conta que a classe média chinesa deve dobrar a americana em uma década e a empresa já tendo anunciado que espera que a China se torne seu maior mercado. Atualmente, a Starbucks conta com 16 mil lojas nas Américas, contra 6,8 mil na região da Ásia-Pacífico, sendo que 2,5 mil delas são na China.

O crescimento no lucro da empresa pode ficar mais lendo, ou mesmo parar nos mercados mais maduros, mas sua história de crescimento global está apenas começando e ainda pode trazer décadas de expansão para a rede de cafeterias.

 

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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