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2 riscos que podem detonar os planos da Starbucks para os próximos anos

2 riscos que podem detonar os planos da Starbucks para os próximos anos
(Shutterstock)

Companhia apresentou planos ousados recentemente, porém eles podem passar por graves problemas

SÃO PAULO – A rede de cafeterias Starbucks passou por uma fase de muito sucesso desde que Howard Schultz voltou a ser seu CEO (Chief Executive Officer) há nove anos. Durante o período, suas receitas dobraram e suas ações produziram um retorno total de mais de 600%, aponta o colunista do site Motley Fool Adam Levine-Weinberg.

Dado o histórico consistente da empresa, é normal que os investidores se mantenham otimistas sobre seu ambicioso plano de crescimento divulgado neste mês. O futuro da empresa parece tranquilo mesmo com os planos de Schultz de se retirar do comando da empresa no ano que vem.

A meta da rede de cafeterias é de crescer sua receita 10% a cada ano, aumentando seu EPS (Lucro por Ação, na sigla em inglês) em 15% a 20% anualmente. Para atingir esse objetivo, a empresa pretende abrir 12 mil novas unidades até 2021, vindo de duas principais iniciativas. A primeira delas é aumentar sua expansão internacional, especialmente na China, e a segunda é apostar em uma nova marca premium, a Reserve. No entanto, o colunista vê dois riscos potenciais nesse plano.

Depender muito do crescimento internacional
Das 12 mil lojas que a Starbucks pretende abrir, apenas 30% são nos EUA. Atualmente, mais da metade das unidades da companhia estão em seu país de origem. Isso significa mais crescimento em lugares como a Europa, onde a rede já sofreu no passado. A meta é dobrar as unidades na região da Europa, Oriente Médio e África, em uma expansão que pode se mostrar agressiva demais.

Já na China, o plano é ainda mais ambicioso: chegar em um total de 5 mil lojas até 2021. Mesmo com o sucesso da empresa na segunda maior economia do mundo, existe um forte risco de que as relações entre o país e os EUA possam se deteriorar agora, com a eleição de Donald Trump. Caso isso aconteça, a empresa pode perder bons negócios na nação asiática.

A Reserve é um conceito que ainda não foi testado
Após Schultz se aposentar como CEO em abril, ele devotará toda sua atenção à marca premium do grupo chamada Reserve. A expectativa é, um dia, chegar a até mil lojas da Reserve abertas, em localizações com o dobro do espaço de uma loja tradicional da Starbucks e trazendo receitas também em dobro.

Contudo, a gigante de alimentação ainda não testou completamente o conceito da nova marca. Atualmente, algumas opções de cafés da Reserve estão disponíveis em lojas da Starbucks, no entanto, elas não são as campeãs de vendas nas unidades. Ao mesmo tempo, a Reserve Roastery de Seattle é um imenso sucesso, mas vale ponderar que essa é apenas uma unidade na cidade-natal da empresa. Com isso, ainda não há evidências de quão bem esse novo conceito de loja funcionará.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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