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2 ótimos motivos para passar longe do IPO da Snap Inc.

2 ótimos motivos para passar longe do IPO da Snap Inc.
(Shutterstock)

Papéis da empresa devem ser lançados no mercado americano em um futuro muito próximo

SÃO PAULO – Com a publicação de seus documentos recentemente, a Snap Inc. está muito próxima de fazer seu IPO (Initial Public Offering) na bolsa de Nova York. A empresa chama muita atenção por causa de seu imensamente popular aplicativo Snapchat e já atrai vários interessados, mas o colunista do site Motley Fool Timothy Green acredita que é melhor ficar de fora desse lançamento e dá dois motivos para justificar isso.

1 – Crescimento de receita não significa nada
A receita da Snap cresceu quase oito vezes entre 2015 e 2016, o que anima os investidores, mas não deve ser levado como algo tão impressionante assim. O crescimento de usuários diariamente ativos foi parte do que ajudou a puxar esse crescimento, mas o foco principal ficou com os anúncios, que simplesmente não existiam no final de 2014.

Se você tem uma plataforma muito popular e começa a mostrar anúncios nela, as receitas irão explodir automaticamente, qualquer um na direção da empresa conseguiria fazer isso acontecer. O real desafio é aumentar as receitas de forma a fazer o negócio lucrativo sem assustar os usuários, como o Facebook (FB.OQ) conseguiu fazer e o Twittr (TWTR.N) tem falhado miseravelmente.

Com isso, as receitas da Snap não provam absolutamente nada. A companhia está perdendo ainda mais dinheiro do que perdia quanto o Twitter gerava montante similar antes de seu IPO. Além disso, o crescimento de usuários diariamente ativos do aplicativo começou a cair. Claro que o crescimento ainda pode crescer, mas a empresa também já pode ter atingido seu teto antes mesmo de chegar ao mercado.

2 – Sem poderes
Este será o primeiro IPO da história dos EUA apenas com ações sem poder de voto. Outras companhias do setor tecnológico têm estruturas diferentes, mesmo que deixem uma grande parte do poder de voto nas mãos de seus fundadores, mas a Snap não quis nem fazer isso de fachada.

Quem comprar a ação provavelmente não se importa desde que o papel continue performando bem. Você não precisa de direito a voto se as coisas são boas, os problemas só aparecem quando o jogo vira para baixo e a própria empresa alertou sobre essa condição em sua apresentação à SEC (Seucrities Exchange Comission).

Assim, confiar cegamente na empresa sem nunca ter ideia do que pensam seus dois fundadores Evan Spiegel e Robert Murphy parece um salto de confiança alto demais. Assim, para o colunista, se existe um IPO para passar longe, este seria o caso. Um valuation eufórico, um modelo de negócios que não foi provado e uma estrutura que não dá poder para os acionistas parecem ser pontos bastante desvantajosos deste caso de investimento.

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Escrito por
Jornalista econômico vencedor do prêmio Especialistas da revista Negócios da Comunicação no setor Financeiro em 2015. É o editor responsável pelo FinNews. E-mail: leonardo.uller@finnews.com.br

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